ANALISE: DUDA LEITE E SUA POSSÍVEL DIFICULDADE EM SE REELEGER.


Duda Leite durante um dos diversos eventos do município | Foto Reprodução
O 38º prefeito da cidade de Pojuca, Duda Leite (PSDB) tomou posse em janeiro de 2017 e logo como primeiros passos adotou medidas austeras; aquelas que na visão do governo é necessária, porém, na prática mesmo, na maioria das vezes, são medidas que apenas o povo sente o gosto amargo. Logo no início do seu primeiro mandato como eleito pelo povo de Pojuca, Duda Leite optou pelo aumento do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU).

Durante o começo, o novo governo sofria algumas baixas de popularidade por conta de medidas no mínimo estranhas aos olhos da população. Após alguns meses do primeiro ano, a prefeitura opta em “arrumar” a cidade; e durante a “arrumação” diversas arvores do município “sofreram” com possíveis “podas” exageradas por parte do órgão público. O exagero era cobrado de forma ostensiva durante as redes sociais, fazendo com que tal situação fosse enxergada por outros pojucanos e pojucanas.

2017 não foi fácil, né prefeito? Parecia que tudo que havia de ruim aconteceu durante aquele ano. Mas o ápice da impopularidade, o fato que mais marcou o governo Duda Leite, com toda certeza havia de ser a derrubada de imóveis nas proximidades do Parque de Vaquejada da cidade em agosto daquele ano. Mas, não parou por aí, ainda em 2017 as terras ricas da cidade virariam notícia na região; mais uma vez Catu entraria na disputa e conseguiria a “titularidade” das terras que até então eram de Pojuca. O fato veio como uma segunda bomba sob o governo Duda Leite, que foi veemente cobrado por diversos munícipes. No final de dezembro de 2017 a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia revogou alei que dava as terras ao município de Catu, estas retornando à titularidade de Pojuca.

Finalmente o primeiro ano de governo se encerrava, e 2018 foi marcado por algumas mudanças positivas, porém, nada impactante que retirasse a péssima impressão do primeiro ano. A gestão Duda Leite se esforçou e apresentou no decorrer do ano, algumas conquistas para a comunidade; a exemplo da reativação a Fanfarra Cultural de Pojuca, o Cred Pojuca (linha de crédito consignado a funcionários do poder executivo), a reativação de modalidades esportivas, o recapeamento asfáltico do município, especialidades para a Policlínica Municipal, entre outros.

No terceiro ano, na metade do seu governo, Duda Leite ainda enfrenta sérias e grandes dificuldades a frente do principal poder da cidade; o executivo. A saúde por exemplo, na figura do empreendimento “Hospital” Municipal Doutor Carlito Silva, projeto idealizado pelo então prefeito, sempre foi alvo de críticas por parte do médico, prefeito durante a campanha política pelo seu não funcionamento na condição de hospital. Três anos se passaram, e mesmo sob a administração do seu idealizador, o complexo hospitalar só fez até então, apenas em um determinado e único momento, quarenta e três cirurgias oftalmológicas e pequenas cirurgias a exemplo de cistos, lipomas e retiradas de verrugas, segundo informações da assessoria de comunicação da prefeitura. Ou seja, as pessoas ainda assim continuam sendo encaminhadas, operadas fora da cidade, fora do Hospital Municipal, que diga-se de passagem, mesmo não funcionando em sua plenitude, possui um bom atendimento; pelo menos nos vários momentos que estive na unidade sempre fui muito bem acolhido. Parabéns ao corpo de funcionários!

Porém, a saúde não é apenas a única pedra no sapato de Duda Leite. A educação e a geração de empregos são fantasmas que ameaçam uma possível reeleição do político; claro somado com os fatos anteriores mencionados. Na educação algumas promessas, inclusive incluídas no plano do então prefeito não foram até então cumpridas a exemplo de; construção de escolas para o Ensino Fundamental II, implementação de Programas de Estágios de Capacitação Profissional, criação de parcerias com instituições estaduais e federais; a fim de premiar com bolsas os estudantes destaques nos colégios de Fundamental II, além de problemas já conhecidos na área, a exemplo da limitação de alunos ao transporte universitário e os cursos técnicos que é uma demanda antiga da população. Mas de todas as áreas, de todas as problemáticas de Pojuca, sem sombra de dúvidas a estagnação na geração de empregos será pedra na sola do sapato de qualquer prefeito que assuma o executivo de Pojuca, e com Duda Leite não seria diferente. Em maio de 2017, o prefeito reuniu-se com o diretor-presidente da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (SUDIC), do Governo do Estado da Bahia, o senhor Jairo Pinto Vaz e o Chefe de Gabinete do Deputado Caca Leão, o senhor Cristiano Santana para discutir projetos e buscar novos entendimentos para atrair e instalar novas empresas no município de Pojuca. Em setembro de 2017, Duda Leite assina contrato com a Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB) com objetivo de facilitar a implantação de empresas na cidade. Já em janeiro de 2018, mais uma polêmica, a prefeitura de Pojuca foi acusada de doar terreno a empresa, onde foi demolida casas em torno do parque de vaquejadas, para geração de apenas oito empregos.

Verdade seja dita, mesmo não fazendo um governo ruim, a imagem de Duda Leite durante esses quatros anos de mandato sairá arranhada. Resta saber, o quanto arranhada ficará até a próxima eleição municipal. Seria Duda Leite ousado o suficiente para arriscar uma reeleição? Estaria ele pensando em uma segunda via para representar seu grupo político? Rola nos corredores de Matilde que já teria até estudo para substituição caso o chefe do executivo optasse em não se arriscar. Já me mandaram até olhar lá para o Edifício Edivaldo Siqueira Guimarães. Seria uma pista? Isso só o tempo e o resultados dos próximos dois anos, 2019 e 2020 para responder.




Dirigente do Partido dos Trabalhadores, diretório Pojuca-BA
Matrícula nº: 6456910

Membro da Comissão Universitária de Direitos Humanos da UFBA