O silêncio dos que mamam; legislativo do amém


Plenário da Câmara Municipal de Pojuca | (Foto: Assessoria Legislativo Pojucano)

Quem vive Pojuca no seu dia-a-dia sabe que o município não vive a mil maravilhas; falta geração de emprego e renda na cidade, a Embasa órgão responsável pela distribuição de água na cidade pinta e borda com a população, foi empurrada “guela” abaixo dos munícipes a TIP (Taxa de Iluminação Pública) mesmo tendo muitos pontos de Pojuca com péssima iluminação, tentaram criar mais um imposto; uma taxa de até 80% nas contas de água dos cidadãos, derrubaram casas próximo ao parque de vaquejadas e tantas outras bizarrices.

Em meio a tanta propaganda e marketing de uma cidade que avança, temos a Câmara do amém, aquela que mais parece uma extensão da igreja aonde o pároco é o prefeito que recebe os améns dos seus “fieis”. Sim, é inegável dizer que não houve alguns avanços, a exemplo de investimentos no esporte, investimento na aquisição de alguns veículos para a frota da prefeitura, reformas de alguns prédios e por ai vai; porém o povo mais pobre não comem os carros do governo nem as pessoas que perderam as suas casas irão morar em um desses prédios reformados pelo governo!

Aonde estão os vereadores? O que fazem? Para quem trabalham?

O governo municipal que iniciou a gestão com seis dos trezes parlamentares no legislativo logo tratou de “conquistar” de cara dois vereadores do outro lado. A situação que no início parecia desfavorável virou e aqueles que prometeram defender a população na verdade passou a dever eterna fidelidade ao governo. No dia-a-dia eles fazem a Monalisa, não veem, não ouvem, não questionam e muito menos falam algo e quando falam é “parabéns pra lá, parabéns pra cá; estamos fazendo, a gestão tá acontecendo”; e o povo nas ruas se perguntam, acontecendo para quem? Quem são os que mamam? Com a oposição mais fraca porém, jamais retraída; seguiram firmes a postos os edis Gerusa Laudano, Lenivaldo Palmeira, Orlando Oliveira e Ricardo Barauna!


Enquanto isso, a população que de representada não possuem quase nada se perguntam quando os calos apertam; “e agora quem nos defenderá?”. Resta nesta altura do campeonato, faltando um ano para as eleições municipais aguardar pelo surgimento de um “Chapolim Colorado” que venha a surgir com toda a sua astucia e faça de verdade essa cidade se humanizar e voltar aos trilhos do progresso, sem reboco e muito menos maquiagem.




Dirigente do Partido dos Trabalhadores, diretório Pojuca-BA
Matrícula nº: 6456910
Membro da Comissão Universitária de Direitos Humanos da UFBA