Seria a Câmara de Pojuca inimiga da população que a elegeu?



Com apenas 17,2% da população trabalhando, segundo dados do IBGE; os poderes públicos que deveriam buscar formas de gerar emprego, busca apenas formas de onerar as famílias pojucanas. Seria o legislativo um poderoso aliado do executivo no intuito de empobrecer ainda mais os munícipes de Pojuca?

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos 39.519 moradores da cidade de Pojuca, apenas 6.817 pessoas encontram-se ocupadas; um número minúsculo e totalmente ignorado pelo prefeito Carlos Eduardo Bastos Leite, mais conhecido como Duda Leite (PSDB) e pela grande maioria dos vereadores eleitos pelos munícipes e que fingem legislar a favor da população.

Com uma cidade milionária e um povo pobre, os agentes políticos seguem ignorando os fatos e a realidade dura da população e agora preparam o retorno da lei que institui a cobrança da taxa de esgoto, porém, muito mais malvada que a original e que foi rejeitado na Câmara após pressão popular.


Fazendo de conta que a cidade se tornou uma das sete maravilhas do mundo, o prefeito Duda Leite esperou “todos esquecerem” e reenviou o Plano Municipal de Saneamento Básico a Câmara Municipal de Vereadores, após um ostensiva propaganda tentando convencer a população que não seria cobrada uma taxa de esgoto de até 80% nas contas das famílias pojucanas.

Ao reenviar o projeto, o executivo não deixa de cobrar a taxa e/ou tarifa de esgoto da população, deixando a porcentagem de cobrança em aberto, podendo estar a depender da malvadeza daqueles que governam Pojuca, chegar a por exemplo até 100% em cima da sua conta de água. Agora imagine, você que paga uma água no valor de R$ 60 reais, com uma porcentagem de 80% como era proposto anteriormente, você passará a pagar R$ 108 reais.

Como havia dito anteriormente, a nova proposta do então prefeito enviada para analise do vereadores é ainda pior, pois, ele também inclui nesse projeto perverso ao povo de Pojuca a manutenção do serviço de limpeza urbana (recolhimento do lixo), ou seja, não se surpreendam se ele resolver propor cobrança de 100% em cima do consumo de água, uma vez que ele não definiu tal porcentagem, deixando-a em aberto. O projeto também deixa claro que o serviço será executado após processo licitatório e que este plano foi elaborado para um prazo de pelo menos 20 anos; e quem mesmo possui contrato de 20 anos com o município? Para quem não sabe a Embasa, e como apenas a SAAE e a Embasa prestam esse tipo de serviço no estado, tenham certeza que e a Embasa que atua em Pojuca administrará e irá cobrar a taxa proposta pela prefeitura e apoiada pela Câmara, embutida na sua conta mensal. Já sobre os reajustes, estes serão anuais, já estipuladas no projeto.

O projeto de Lei em questão é o de nº 015, apresentado no dia 20 de novembro de 2019 e possui ao total 23 páginas.

Vale ressaltar que o projeto de Saneamento Básico é válido e superpositivo para o município; mas a quem interessa as taxas e/ou tarifas que visam empobrecer ainda mais uma população que a tempos se encontra carente inclusive economicamente falando. Porque não apresentam o projeto sem querer cobrar mais impostos do povo? Por que tentam a todo custo implantar impostos e mais impostos para um povo sem emprego e renda? A quem interessa além do prefeito e sua panelinha?

Agora perguntemos, quem dos 13 vereadores que ocupam as cadeiras do legislativo defenderá o prefeito Duda Leite e seus projetos perversos e deixará de defender o povo que o elegeu? Quem dos vereadores trocará o seu mandato por mais impostos propostos pelo prefeito Duda Leite?

Que levem de exemplo e repensem nas quase 10 das 13 cadeiras trocadas nas ultimas eleições! O povo não perdoa e não esquecem os traidores. 




Dirigente do Partido dos Trabalhadores, diretório Pojuca-BA
Matrícula nº: 6456910
Membro da Comissão Universitária de Direitos Humanos da UFBA